Com Cândido Norberto no elevador da Assembleia Legislativa

O Luiz Artur Ferraretto lembrou, no dia 1º de fevereiro passado, dos 12 anos da morte do narrador, radialista, jornalista, comunicador, deputado e tantas outras coisas que foi o Cândido Norberto (Na Wikipédia está errado, no dia 11/02). E eu comentei lá:

"A minha honra de ter trabalhado com esse “monstro” da comunicação por quase dois anos, em um grande convívio e aprendizado diário na Rádio Gaúcha dos anos 80."




Antes de ser apresentado a ele, me contaram histórias terríveis sobre estrelismo e falta de paciência, como era comum nos comunicadores da época. Felizmente, nada disso se confirmou. Só aprendi com o Cândido.

Lembrei de uma história, para exemplificar o seu caráter:

Eu tinha uns 22, 23 anos. Eu era produtor dele no programa "Gaúcha Entrevista", que diariamente entrevistava alguém interessante por uma hora. Sei lá por que nós fomos na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, eu e ele, para tratar de algum programa ou pauta. Não era comum eu sair para reuniões junto com ele. Como ex-presidente da casa, Cândido era tratado por todos de forma elegante e muito festejado. Ao se dirigir para o elevador VIP (aquele que só deputados e ex-deputados têm acesso), entrei junto na inércia porque estávamos eu e o meu apresentador conversando sem parar. A ascensorista não fecha a porta nem aperta o botão e pede para que eu saia, explicando a razão: eu não tinha nem tive mandato. Foi então que o Cândido ameaçou:

- Se ele não puder subir comigo, eu também não subirei.

A ascensorista, coitada, só estava cumprindo ordens. Mas desistiu de impor a regra e fechou a porta, fazendo partir o elevador em direção ao topo do Palácio Farroupilha. 

Do que me arrependo? De não ter tirado ou guardado fotos com o Cândido, essa figura querida.

(Acho que estou ficando velho, tenho histórias bacanas com quase todo mundo...)

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