Minha escola de rádio: RÁDIO GAÚCHA, nos anos 80

Em 1986, com dois anos de faculdade e sem estar formado em jornalismo, eu fui com a cara e a coragem pedir uma chance na Rádio Gaúcha. O primeiro a me receber foi o Wesley Cardia, que assessorava a direção do Grupo RBS. Com muita educação e paciência, me direcionou para a sala do Claiton Selistre, diretor da emissora na época, que ouviu atentamente uma fita cassete com algumas coisas que eu já tinha feito de forma amadora. Chamou o Claudio Moretto, coordenador de jornalismo, e pediu que ele "desse uma chance para esse guri". Fiquei na produção por três dias no programa de José Antônio Daudt, um dos maiores jornalistas do RS. Em seguida, já apareceu um "free" (trabalho temporário), ao lado de Lúcia Padilha Mesquita. E conheci, naquele departamento de produção, um maravilhoso grupo de mulheres fortes, completamente loucas e que me ensinaram muito: Maria Regina Tubino Pereira, Mágda Cunha, Ana Cassia Hennrich e Rita Daudt. Eu e o Paulo Ricardo Macario sofremos mas nos divertimos muito na mão delas 🤣. 




E foi aí que se seguiram quatro anos de produção de programas, onde pude estar ao lado de gente como o Flávio Alcaraz Gomes (depois do Daudt, enfrentei o "peso" de produzir um jornalista que já tinha feito grandes coberturas e ocupava um cargo de diretor executivo na RBS), Cândido Norberto (um programa por dia, todos os dias, uma verdadeira aula de vida), Jayme Copstein, Lauro Quadros, Lasier Martins, Rogério Mendelski, Macedo Antonio Carlos e tantos outros, todos nós liderados pelo grande Armindo Antônio Ranzolin, que sucedeu o Claiton na direção quando este foi para RBS SC. Conheci Fabio Bernardes Marçal e Roberto Rodrigues que também me deram muitas dicas. Trabalhei com Roberto Kovalicki, Nelcira Nascimento, Vitor Bley de Moraes, Renato Matte, Silvio Benfica, Isaias Porto, além dos chefes Luciano Klöckner e Marco Antônio Baggio e muitos outros, quando ainda estava nos bastidores. Em 1990, Luiz Artur Ferraretto saiu da rádio para ser professor, abrindo a minha tão sonhada vaga na reportagem. Estreei tremendo feito vara verde no Chamada Geral Primeira Edição com o João Carlos Belmonte, narrando o final de uma assembleia de professores no Colégio Rosário. 

Trabalhei lado a lado no microfone com colegas como Pedro Ernesto Denardin, Cláudio Brito, Domingos Martins Sobrinho, Fernando Do O Neto, Farid Germanofilho, Roberto Villar Belmonte, Ricardo Cunha, Otilia Souza, Felipe Vieira, Oziris Marins, Cid 

Martins, Giovani Grizotti, Jonas Campos e muitos outros nomes que não vou conseguir lembrar neste momento.

Cheguei a apresentar o extinto Plantão Gaúcha (programa que tive a honra de participar da criação com o Macedo, que fez eu cruzar o Parque da Redenção às onze da noite durante uma semana numa série de reportagens - e que foi premiada depois), o Gaúcha Hoje aos sábados e o extindo Gaúcha Fim de Semana, programa que também ajudei a criar do zero e que chegou a ter quase cinco horas de duração, aos sábados à tarde.

Participei de coberturas de feiras, eventos, sequestros, crimes, legislativo, judiciário, executivo, fiz trânsito no helicóptero em GreNais (o mais perto que cheguei do jornalismo esportivo 🤣), coberturas de carnaval na avenida durante longas madrugadas, eleições, Guerra do Golfo, acidentes, etc. 

Fui embora em 1993 atrás de um sonho fora do estado, e em 1995 a mesma Gaúcha me acolheu novamente: fiz férias do André Machado na chefia de reportagem. Conheci ali uma outra geração completamente diferente, de produtores e repórteres, que também passei a admirar. Mais alguns anos, segui me dividindo entre rádio, RBS TV, frees nas FMs Atlântida, Itapema e Cidade e uma experiência na CBN, até definitivamente sair da RBS em 1999. 

Foi um local que fez parte da minha vida pessoal e profissional. Muitos dos meus amigos ainda estão lá. Outros, estão aí pelo mundo. Foi lá que conheci e tive a honra de ser colega de Sergio Cunha, Ava Favretto, Rogério Cucchiarelli, André Silva, Nando Gross, Leonardo Acosta, Ana Paixão Côrtes, Glademir Menezes, Jorge Cecílio, José Aldo Pinheiro, Geraldo Canali, Haroldo de Souza, Alexandre Praetzel, Sérgio Boaz, Marcus Vinícius Wesendonk, Lauro Pons Santos, Carlos Alberto Negreiros, Dickson Ricardo Martins, Juliana Duzzo, Andrea Martins, Miguelito Medeiros, Flávio Dutra, os “Glênios” Peres e Fagundes, José Aldair, Lisete Ghiggi, Lilica Nascimento, Cesar Alves, etc. 

Mendes Ribeiro só conheci pela linha de comunicação com Brasília, falando ocasionalmente. Paulo Santanna só de longe, nos estúdios, pois não frequentava muito a redação. 

Isaac Varrientos, Cláudio Monteiro, Flávio Martins, Roberto Brauner, João Cláudio Grass, Gilberto Verardi, Alda Souza, Carlos Miguel, Érico Sauer, Roberto Brauner, Valter Gonçalves dos Santos, Holmes Aquino (esses in memoriam), entre muitos outros. 

Gente que guardo no coração como Caco da Motta, José Alberto Andrade (que está na emissora há mais de 35 anos), Paulo Moreira, Rafael Colling, Eliana Camejo e tantos outros.

E ainda por cima, foi o lugar onde conheci o meu amor ❤️ Fernanda Vargas!   

SE ISSO NÃO É ESCOLA DE JORNALISMO, EU NÃO SEI O QUE É.

Esse ambiente, aquela programação, os desafios e principalmente, aquelas pessoas ajudaram a me moldar como profissional que sou hoje, às portas de completar meus 38 anos de jornalismo. Sou muito agradecido a todos e a este tempo.    

PARABÉNS, Gaúcha, pelos seus 95 anos!

Me desculpem se não citei todos que conheço e que tenham estado ao meu lado na empresa. Estourei as 50

marcações que o FB permite. E cada vez mais vou lembrando de mais pessoas! 

Na foto, que qualquer dia conto a história, um flagrante na redação bem no início, ao lado de Ylene Ribeiro e Tânia Regina.






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